Agosto dourado

Caros leitores, a coluna de hoje é de uma breve despedida. Por conta da legislação eleitoral, não poderei escrever para o Jornal Simpatia a partir da próxima edição. Aproveito para agradecer a todos os leitores e os responsáveis pelo Jornal, bem como o amigo e Editor Hideraldo Beline. Como despedida, resolvi abordar o tema mais importante de todos, na formação e desenvolvimento de qualquer ser humano, aproveitando a semana mundial de aleitamento materno. Espero que goste e deixo aqui um “até breve” a todos vocês.

Destacar a importância do aleitamento materno é tão necessário que até uma lei federal foi sancionada no para definição do mês atual como “Agosto Dourado”. Trata-se de uma alusão ao Dia Mundial da Amamentação, comemorado em 1º de agosto, e à SMAM (Semana Mundial do Aleitamento Materno), que vai de 1 a 7 de agosto.

A amamentação é um dos momentos mais importantes para aumentar o laço afetivo entre mãe e filho, com grandes vantagens para ambos. O leite materno dado ao bebê após o parto faz o útero voltar ao tamanho normal mais rápido e diminui o sangramento, prevenindo a anemia materna e reduzindo o risco de câncer de mama e ovários.

Para a criança, também só há ganhos. Protege contra doenças, previne a formação incorreta dos dentes e problemas na fala, proporciona melhor desenvolvimento e crescimento, além de ser um alimento completo, dispensando água ou outras comidas até os seis primeiros meses de vida do bebê.

O leite materno é o alimento mais completo que um bebê pode receber desde o seu nascimento. Afinal, mesmo nos partos cirúrgicos (cesárea), ele deve sugar na primeira hora de vida para acelerar a descida do leite, receber as defesas da mãe e fortalecer o vínculo entre os dois.

Hoje temos estudos que relacionam a amamentação exclusiva até os 6 meses do bebê com o aumento da sua inteligência, situação financeira no futuro, e a prevenção de várias doenças, inclusive a leucemia.

Outra vantagem é a diminuição do risco de morte de crianças amamentadas exclusivamente até os 6 meses é 41% menor do que de crianças em aleitamento materno predominante, que é quando, além do leite, o bebê é alimentado com água ou bebidas à base de água. Já em relação às crianças em aleitamento materno parcial, ou seja, que recebem outros tipos de leite além do da mãe, a ameaça é 78% menor, e 88% quando comparada aos bebês que não são amamentados.


Outros benefícios do aleitamento materno


Para o bebê:

Maior contato com a mãe

Melhora a digestão e minimiza as cólicas

Desenvolve a inteligência quanto maior o tempo de amamentação

Reduz o risco de doenças alérgicas

Diminui as chances de desenvolver doença de Crohn e linfoma

Estimula e fortalece a arcada dentária

Previne contra doenças contagiosas, como a diarreia


Para a mãe:

Diminui o sangramento no pós-parto

Acelera a perda de peso

Reduz a incidência de câncer de mama, ovário e endométrio

Evita a osteoporose

Protege contra doenças cardiovasculares, como o infarto

Como limpar as escovas de dentes?

É estranho limpar algo que tem por função fazer limpeza, não é mesmo? Mas é exatamente isso que você deve fazer com a sua escova de dente. Esse instrumento tão importante para a nossa saúde bucal pode ser contaminado por microrganismos da própria cavidade bucal e o ambiente em que ele está. Por isso, as desinfecções são extremamente importantes! Você sabe como fazê-las? Na coluna dessa semana vamos entender melhor como esse procedimento deve ser feito.


Para que serve as escovas de dente?

Não, ela não serve apenas para uma sensação de limpeza e frescor na boca. Junto ao creme dental, as cerdas macias tem a função de desorganizar a placa bacteriana. Ela é composta por microrganismos que, quando acumulados, podem formar cárie, gengivite e periodontite. A remoção regular desse biofilme pode ser considerada o principal fator na prevenção e tratamento destas doenças. Além disso, existem alguns tipos de escovas próprias para diferentes situações, como a interdental. Por isso, não esqueça de falar com o seu dentista sobre as disponíveis no mercado, verificando qual melhor se enquadra no seu caso.

Como a escova de dente tem contato direto com todos os componentes da boca, é preciso que o paciente tenha um pouco mais de cuidado com essa ferramenta. Não se pode dividi-la com outras pessoas e nem deixar as cerdas da sua escova encoste na cerdas da escova de outra pessoa. Isso porque o dono pode estar infectado com alguma bactéria ou vírus na boca, como o próprio coronavirus, fazendo com que o contato dos instrumentos facilite a propagação dos germes. Além disso, saiba o que fazer depois de realizar a higienização. Um dos cuidados mais importante é deixá-la secar entre um uso e outro. Quando úmida, pode servir como meio de cultura para bactérias

Além dos cuidados com principais com ela, o paciente ainda deve saber como guardar e limpá-la. é muito importante ter essas práticas na rotina porque a escova pode ser o ambiente perfeito para a proliferação de bactérias. Ao ser utilizada uma única vez, pode ser contaminada por diferentes tipos de microrganismos que podem permanecer nas cerdas por um período de tempo variando entre 24 horas a 7 dias. Esses pequenos agentes podem chegar ao instrumento pelo ambiente ou mesmo pela cavidade bucal.

Assim, para evitar o contato pelo ambiente, o paciente deve se atentar a não guardá-la no banheiro. Esse espaço é repleto de microrganismos, como coliformes fecais, que são espalhados sempre a descarga é acionada. Por isso, guarde a sua fora do banheiro ou em um local fechado, como dentro de um armário. E, para evitar a contaminação pela cavidade bucal, é preciso fazer limpezas e desinfecções constantes.


A limpeza da escova pode ser feita diariamente

Limpar é importante para garantir uma higienização efetiva, sem as chances de contaminação pela própria escova. Por isso, a desinfecção pode ser feita diariamente. Limpe com detergente que você usa para lavar sua louça e depois mergulhe em um copo com uma solução contendo metade de água e outra metade de água oxigenada 10 volumes, numa quantidade suficiente para cobrir toda a cabeça da escova. Você pode optar pelos enxaguantes bucais também. Não se esqueça de fazer esse procedimento pelo menos 3 vezes na semana e não se esqueça de trocar as escovas a cada 3 meses ou quando as cerdas começarem a esgarçar.

O novo marco legal do saneamento básico no Brasil

Caros leitores, vamos continuando nossa análise sobre o covid-19, como venho fazendo nas últimas semanas nessa A Pandemia do Covid-19 escancarou diversos problemas estruturais do Brasil. Nosso SUS que é mal gerido pelos nossos governantes há anos e o déficit de saneamento básico, que e meio a um problema sanitário de saúde pública, ficou ainda mais claro sua deficiência.

Uma luz no fim do túnel é o novo marco legal do saneamento básico que foi aprovado pelo Senado e agora segue para sanção do Presidente da República. Mas o que ele significa?


Confira os principais pontos:

Meta de 99% da população com água potável em casa até dezembro de 2033

Meta de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até dezembro de 2033

Ações para diminuição do desperdício de água aproveitamento da água da chuva

Estímulo de investimento privado através de licitação entre empresas públicas e privadas

Fim do direito de preferência a empresas estaduais

Se as metas não forem cumpridas, empresas podem perder o direito de executar o serviço.


De acordo com o Ministério da Economia, o novo marco legal do saneamento deve alcançar mais de 700 bilhões de reais em investimentos e gerar por volta de 700 mil empregos no país nos próximos 14 anos. Cabe aos nossos governantes o papel de seguir esse marco e direcionar políticas públicas nesse sentido.


Confira o panorama geral hoje:

Apenas 6% da rede de água e esgoto é gerida por empresas privadas

Estudos estimam que seriam necessários 500 bilhões de reais em investimentos para que o saneamento chegasse a toda a população

15 mil mortes e 350 mil internações por ano em decorrência da falta de saneamento básico

104 milhões de pessoas (quase metade da população) não têm acesso a coleta de esgoto

35 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável

As mulheres sofrem mais os impactos do Covid-19

Não só falamos de saúde bucal nessa coluna, bem como falamos de saúde geral.Estamos enfrentando uma crise de saúde pública que não apenas destaca o fracasso de gestão do sistema de Saúde em nosso país, bem como as desigualdades e injustiças que recaem muito sobre os ombros das mulheres.

Elas são as principais cuidadoras de nossa sociedade: por meio do trabalho de cuidado não remunerado como dona de casa, não reconhecido e subvalorizado, mas, por outro lado, com trabalho remunerado também. As mulheres representam 70% das pessoas que trabalham nos setores de cuidados e saúde, segundo dados da ONU Mulheres.

Assim, listo as razões pelas quais as mulheres sofrerão mais com o impacto do coronavírus


Mulheres estão na linha de frente do coronavírus

Vamos começar com os trabalhadores que estão imediatamente na linha de resposta, os professores, as enfermeiras, aqueles que cuidam dos doentes em casa. São funções desempenhadas majoritariamente por mulheres. Por isso, impacto do coronavírus sobre as mulheres será gigantesco nesses setores.

A maioria delas não possui seguridade social ou plano de saúde para lidar com uma pandemia dessa escala. No entanto, elas estão na linha de frente da resposta ao coronavírus.


Em tempo de isolamento, a violência doméstica aumenta

O coronavírus está levando ao isolamento social, insegurança no emprego e salário. As evidências mostram que, quando o estresse social aumenta, o mesmo ocorre com os casos de violência contra as mulheres. Como já foi demonstrado tantas vezes, o lar não é um lugar seguro para muitas mulheres e a estrutura institucional está focada em lidar com a crise enquanto negligencia outras áreas vitais dos direitos das mulheres.


As mulheres do setor informal sofrerão com a falta de trabalho

Segundo dados da ONU Mulheres, 54% das mulheres na América Latina tiram sua renda do trabalho informal. Por isso, elas estão mais sujeitas a ficarem sem fonte de renda nesse período de coronavírus. O impacto do coronavírus sobre as mulheres é evidente neste caso.


Milhões de mulheres não serão capazes de cumprir as medidas básicas para impedir o coronavírus

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na América Latina existem mais de 14 milhões de mulheres que trabalham em casas de famílias como domésticas. Como outras organizações de direitos humanos, eles apontam que o trabalho doméstico remunerado é uma das ocupações de menor qualidade. São longas horas de trabalho, baixos salários, baixa cobertura da seguridade social e um alto nível de não conformidade com as normas trabalhistas.

Quantas das medidas preventivas essas mulheres poderiam cumprir? Ficar em casa não é uma opção, porque eles perderiam automaticamente sua única fonte de renda.

Não é preciso ser mulher para entender que a igualdade não existe entre os gêneros e que é preciso que os homens tomem a postura de defender as políticas públicas de saúde para as mulheres, tanto quanto elas fazem. A saúde de todos nós depende da saúde todas elas...

O Sucateamento do SUS

Em meio ao enfrentamento da pandemia é preciso fazermos a defesa do Sistema Único da Saúde, que está exposto no momento em que o Brasil lida com o crescimento de casos da covid-19 no interior e a saturação de leitos de UTI e equipamentos como respiradores.

Vivemos o sucateamento do SUS e a crença de que nele nada funciona, enquanto os profissionais da saúde se esforçam ao máximo pelo mínimo de estrutura. A bem da verdade é que se faz necessário investir mais na saúde e gerenciar melhor os recursos.

Uma coisa interessante sobre o sucateamento do SUS é que isso é uma coisa que já vem de muitos anos, desde o governo Dilma Roussef. Em 2017, o Conselho Federal de Medicina fez um levantamento enorme, mostrando que entre 2010 e 2015, o Brasil perdeu 23 mil unidades de leitos de internação, é uma queda de 13 leitos por dia. De lá para cá, nos cinco anos seguintes, num período similar, de cinco anos, o Brasil perdeu 18 mil leitos.

Em 5 anos o governo Dilma perdeu 23 mil leitos e de lá para cá perdeu mais de 18 mil leitos, é um sucateamento que continua acontecendo, vem acontecendo há muitos anos.

Muito embora os governos dizem o contrário, as vezes parece que existe uma política contra o SUS e é uma coisa que já vem de muito tempo e não tem tanta relação com o discurso liberal ou o discurso de esquerda, é um problema estrutural e político que já vem de muito tempo. Falta coerência nas decisões, recursos e estrutura além de capacidade de gestão das Secretarias Municipais de Saúde, que ficou muito mais escancarada com a chegada da Pandemia.

Sucatear o SUS é uma estratégia desumana e incoerente, tanto quanto o holocausto que ceifou vidas e foi um dos capítulos mais brutais da história.

O Sucateamento tem leva a morte de milhares de brasileiros.

Quais os alimentos que mais escurecem os dentes?

Um sorriso saudável alia alimentação adequada e higiene bucal. Mas, para manter os dentes brancos, também é importante evitar o consumo em excesso de certos alimentos.

O excesso de pigmentação contida em determinados alimentos e bebidas pode escurecer os dentes. Também há outros fatores que podem influenciar nesta questão:  O escurecimento dos dentes também pode ser causado por canal, necrose e o uso contínuo de antibióticos. Mas os alimentos são os grandes causadores deste problema.

Uma ação simples que pode ser adotada para minimizar os efeitos dos corantes, quando não for possível escovar os dentes logo após as refeições, é fazer um bochecho com água. A medida irá ajudar a reduzir a concentração de corante nos dentes.

Confira os principais alimentos que causam escurecimento nos dentes


Café

A bebida é o principal vilão quando o assunto é o escurecimento dos dentes, isso porque a mancha pode ocorrer de imediato. O ideal é diminuir o consumo diário de café para amenizar os efeitos indesejáveis.


Refrigerante

Os refrigerantes também são grandes inimigos dos dentes brancos, principalmente os de limão e cola. Como são ácidos, podem afetar o esmalte e a dentina.


Beterraba

Que o alimento é saudável, ninguém questiona. Mas, por conter muito pigmento, além de escurecer os dentes, ele pode manchar também. A dica é fazer o bochecho com água após ingerir o alimento.


Chá

Possui vários sabores e costuma agradar bastante, mas as substâncias que dão coloração à bebida podem escurecer os dentes.


Amora, cereja e uva

Apesar de pequenas, as frutas possuem intensa pigmentação, que podem produzir uma coloração indesejável aos dentes.


Açaí

A cor forte e escura pode causar manchas nos dentes, por isso deve-se evitar o consumo em excesso.


Vinho

Além de conter substâncias pigmentadas, como tanino e cromogênio, o vinho é bastante ácido e pode causar a perda de elementos minerais importantes.

Você conhece a gengivite?

A gengivite é uma inflamação nas gengivas provocada, na enorme maioria dos casos, por uma limpeza bucal inadequada. Entre outros sintomas, a doença causa vermelhidão, sangramento e mau hálito. Sem tratamento, ela evolui para a periodontite, uma inflamação que danifica as estruturas que sustentam o dente e que chega a comprometer a saúde cardiovascular.


Como a gengivite surge?

Tudo começa quando os restos de comida nos dentes atraem bactérias. Elas, então, começam a se alimentar, multiplicam-se e fixam residência na boca. Em grandes quantidades, passam a atacar a gengiva, originando uma inflamação.

O próprio sistema imunológico intensifica o processo inflamatório na tentativa de matar os micro-organismos nocivos. Daí surgem os sintomas.

Em situações específicas, outros fatores que não a higiene bucal são capazes de promover a gengivite. Alterações hormonais e doenças que abalam a imunidade estão entre eles.

E um dado preocupante: oito em cada dez brasileiros sofrem com gengivite ou periodontite.


Fatores de risco

  • Tabagismo
  • Excesso de peso
  • Gravidez
  • Diabetes
  • Medicamentos contraceptivos
  • Alterações hormonais
  • Déficits no sistema imunológico
  • Menopausa
  • Limpeza incorreta dos dentes
  • Deficiência de vitaminas
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas

Existe cárie na terceira idade?

Engana-se quem acredita que a cárie só aparece em crianças. Com poucos fatores, os idosos também podem desenvolver a doença. Nesse caso, a complicação pode ser causada pela escovação insuficiente, pela ingestão excessiva de açúcar, por uma rotina de higienização inadequada ou até por dificuldades motoras oriundas da idade ou doenças. Para se livrar desse incômodo de vez, o melhor caminho é iniciar o tratamento assim que os primeiros sinais surgem. 


É possível ter cárie na terceira idade?

Para surpresa de alguns, a resposta é sim. Acontece que, ao longo dos anos, o corpo passa por uma série de transformações e, principalmente, mudanças de hábitos relacionados à saúde bucal que podem resultar nesse problema. Na terceira idade, inclusive, a higiene da boca pode ficar mais debilitada, se comparada a outras fases da vida. O avanço da idade faz com que os órgãos tenham uma exposição e desgaste maior, o que facilita o surgimento de algumas doenças. Por isso, é comum que um paciente idoso desenvolva lesões de cárie.

Quando pensamos em saúde bucal na terceira idade, é preciso levar em consideração que a arcada dentária é mais vulnerável ao surgimento de doenças, já que o sistema imunológico tem suas defesas reduzidas. Por isso, alguns hábitos podem facilitar o surgimento de cáries. A má higiene oral ou limpeza ineficiente, por exemplo, contribuem para o problema. Outro fator que pode resultar no desenvolvimento da doença é a diminuição do fluxo salivar provocado por alguns medicamentos e doenças. Além disso, o dentista revela que a retração gengival também pode ocasionar cáries. Comum na terceira idade, a retração expõe as raízes que são revestidas por uma estrutura menos resistente, o que pode causar as pequenas lesões.


Os melhores tratamentos para cárie em idosos

O melhor tratamento para cáries na terceira idade é a prevenção. Consultas periódicas com dentista e uma dieta pobre em açúcar é o primeiro passo para evitar as lesões. Entretanto, quando se trata de medidas curativas, o procedimento não é o mesmo. O tratamento de cáries em idosos pode ser feito com base nos ionômeros de vidro resino modificado, os compômeros, as resinas compostas fotopolimerizáveis e verniz de flúor. Além disso, ele ressalta a importância do controle do biofiltro dental e da placa bacteriana. Nesse caso, uma boa higiene bucal, o uso de fio dental e enxaguante bucal são fundamentais.


Como prevenir?

O melhor remédio é a prevenção, certo? Por isso, quando se trata de cárie na terceira idade, é importante preservar a saúde dental para evitar o problema. O ideal é que o paciente faça a escovação com todas as recomendações dos dentistas e realize a higienização com o uso de creme dental com flúor e fio dental. A escova de dentes elétrica pode ser uma grande aliada para lidar com a falta de cognição e controle da escovação, que são comuns na terceira idade. Além disso, é fundamental manter consultas regulares com os profissionais. Ir ao consultório garante a prevenção e o diagnóstico precoce de qualquer problema bucal, principalmente de cáries. Por isso, lembre-se: quanto antes você detectar um problema, melhor.

Como seu dentista pode ajudar no combate ao COVID-19

Altamente contagiosa, a COVID-19 acrescentou na rotina dos profissionais de saúde uma série de mudanças para garantir o controle e a prevenção da doença. O cuidado com a higiene pessoal, principalmente das mãos, é a principal delas. Mas o que poucas pessoas sabem é que a higiene bucal também tem sido uma grande aliada no combate e no tratamento do novo coronavírus, sobretudo em casos nas UTIs. Na coluna de hoje vamos entender melhor a importância da odontologia no atendimento de pacientes com coronavírus.


Cuidados odontológicos ajudam a prevenir pneumonia associada à ventilação mecânica

Engana-se quem acredita que apenas a higiene pessoal é o bastante quando se trata do novo coronavírus. Em casos de pacientes sob intubação traqueal ou traqueostomia, por exemplo, preconiza-se  cuidados odontológicos redobrados para prevenir o surgimento de outras doenças, como a pneumonia associada à ventilação mecânica. Acontece que a presença da ventilação mecânica favorece o risco de desenvolver a pneumonia devido à proliferação de bactérias na cavidade bucal. Por isso, os cuidados com a saúde bucal têm sido intensificados durante a pandemia da COVID-19 visando minimizar o risco de infecções secundárias.


Peróxido de hidrogênio + clorexidina 0,12%: substâncias também podem ajudar pacientes com coronavírus acamados em UTIs

Não é novidade que o uso de anti-sépticos podem ajudar na prevenção e tratamentos de doenças bucais. Por isso, quando se trata da COVID-19 não poderia ser diferente. Para garantir cuidados odontológicos eficazes para os pacientes nas UTIs, a clorexidina e o peróxido de hidrogênio são os grandes aliados dos dentistas. Os agentes antimicrobianos possuem amplo espectro de atividade contra cargas microbianas na cavidade bucal, o que contribui para a prevenção das pneumonias bacterianas comuns em quadros do novo coronavírus.

No caso de pacientes confirmados ou com suspeita de COVID-19 que forem submetidos a traqueostomia ou intubação orotraqueal, por exemplo, a recomendação é aplicar gaze embebida em 15 ml de peróxido de hidrogênio a 1% por 1 minuto e duas vezes ao dia realizar a higiene bucal com clorexidina 0,12%.


A prevenção é o melhor remédio: entenda como cuidados bucais podem ajudar a evitar doenças virais

Além dos cuidados em lavar as mãos e evitar aglomerações, a higiene bucal é fundamental para minimizar o contágio de doenças virais, como a COVID-19. Para isso, é preciso manter uma boa higiene oral após o café da manhã, almoço e antes de dormir. Além disso, o uso de fio dental e enxaguante bucal (quando indicado por um profissional) também devem fazer parte da sua rotina. Lembre-se: quando a higiene da cavidade bucal está adequada, minimiza-se a migração de  microrganismos aos demais órgãos do corpo.

Pré-natal odontológico

Não é novidade que a gravidez pode trazer uma série de mudanças aos hábitos diários. Afinal, a sensação é de que, a partir de agora, é preciso se cuidar em dobro - e, de fato, é assim mesmo. Mas, o que poucas pessoas sabem é que, a saúde bucal durante a gestação também merece uma atenção especial, já que pode evitar problemas como a má formação do feto e até mesmo um parto prematuro. Por isso, é fundamental investir em um pré-natal odontológico e garantir um acompanhamento de perto.

Assim como o clássico acompanhamento com obstetra, o pré-natal odontológico nada mais é do que o período da gravidez em que se observa o estado de saúde bucal da gestante. Dessa forma, o profissional pode orientar sobre os cuidados diários com os dentes e toda a cavidade oral, que podem sofrer pequenas mudanças durante a gestação. Sendo assim, o processo é feito para evitar a aparição de doenças e possibilitar o tratamento de eventuais problemas já presentes.


Quando o acompanhamento iniciar?

A resposta pode variar de mãe para mãe. Mas, de maneira geral, o ideal é que o acompanhamento seja feito ao longo dos noves meses de gestação, com visitas a cada três meses ou quando houver necessidade. Através desses encontros, é possível cuidar da saúde bucal da paciente e introduzir assuntos como aleitamento, hábitos e higiene oral.


Por que é importante?

Da mesma maneira que o acompanhamento com o obstetra é indispensável, visitas regulares ao dentista também são essenciais. Isso porque a saúde bucal da mãe influencia diretamente na saúde do bebê. O surgimento de uma doença periodontal, por exemplo, pode contribuir para um parto prematuro. Acontece que com a inflamação na região da gengiva, são liberadas na circulação substâncias que induzem o trabalho de parto. Além disso, o aumento nos níveis de alguns hormônios como progesterona e estrogênio, provocam a dilatação dos vasos sanguíneos, o que pode resultar em frequentes sangramentos na gengiva. Com a supervisão de um dentista, é possível evitar esses problemas e garantir uma gravidez mais tranquila.


Outros cuidados também podem ajudar a saúde bucal de gestantes

Além do pré-natal odontológico, existem outros cuidados básicos e diários que podem ajudar as gestantes a garantir uma boa saúde bucal. Escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia é um deles. O uso de fio dental e cremes dentais com flúor também pode ajudar a proteger os dentes. Além disso, manter uma alimentação equilibrada pode evitar a proliferação de bactérias na boca e, consequentemente, manter o seu sorriso bonito e saudável.

Como realizar um atendimento seguro (Para profissionais da saúde)

Hoje minha coluna vai ser direcionada mais para os colegas dentistas e profissionais da saúde, no que tange as regulamentações para uma realização segura das atividades durante a pandemia do Coronavírus.

O Covid-19 propaga-se via gotículas respiratórias, contato direto com secreções infetadas e aerossóis em alguns procedimentos terapêuticos que os produzem (por exemplo as nebulizações), bem como nas consultas odontológicas. Por isso, os seguintes cuidados são recomendados aos profissionais de Odontologia:


Usar a máscara N95 ou, em caso de continuar usando a máscara habitual, trocá-la a cada duas horas para evitar a perda de eficácia e usar protetor facial acrílico (Face Shield);

Reforçar o uso de jaleco de preferência descartável, luvas e óculo de proteção no qual recomenda-se desinfetar e higienizá-lo a cada procedimento;

Lavar cuidadosamente as mãos antes e depois de tratar os pacientes;

Após cada consulta, limpar e desinfetar imediatamente todas as superfícies e ambiente de trabalho;

Ter precauções redobradas no manuseio de modelos e moldes, assegurando a sua efetiva desinfecção;

Seguir rigorosamente todos os procedimentos universais de esterilização e desinfecção;

Evitar os cumprimentos com beijos ou aperto de mão na consulta.

Procurar manter todas as superfícies do consultório permanentemente limpas e desinfetadas devido ao fato que o vírus pode ser transportado pelos aerossóis e consegue sobreviver nessas superfícies por algumas horas.


Os equipamentos de proteção individuais são exclusivos do local de trabalho, não recomendando que se saia com eles para rua ou qualquer outro ambiente. Desde 2011 tem uma lei regulamentando isso: Lei nº 14.466, de 08/06/2011 - Proíbe o uso, por profissionais da área da saúde, de equipamentos de proteção individual fora do ambiente de trabalho.  


Medidas preventivas

Como medida preventiva adicional, é importante ressaltar que, antes de iniciar a consulta, deve-se evitar atender pacientes suspeitos de serem portadores do vírus. Salienta-se que a definição de caso suspeito relativo ao Covid-19, nesta data, resulta da conjugação de critérios clínicos e epidemiológicos, devendo ser considerada suspeita:

Qualquer pessoa que, nos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sintomas, tenha estado em contato próximo com um caso provável ou confirmado;

Qualquer pessoa com sintomas clínicos compatíveis com uma infecção respiratória, com febre, tosse, dispneia ou mal-estar.

Fontes de Pesquisa: OMS, Anvisa, Ministério da Saúde e CFO

Sim, é possível tratar os dentes durante a Pandemia do Covid-19

O coronavírus é uma doença altamente transmissível. Ela pode infectar qualquer pessoa, principalmente os profissionais de saúde, que são os mais afetados por estarem na linha de frente no combate à COVID-19. Os dentistas também estão nesse grupo, já que atuam em contato direto com a boca e mucosa do paciente. Para manter o atendimento dos pacientes odontológicos de risco e evitar a disseminação do novo vírus, é importante adotar todas as medidas de biossegurança, no entanto os consultórios odontológicos já tomam essas medidas, portanto tratamentos odontológicos durante a pandemia são seguros.


O que é biossegurança?

Biossegurança é a observância de procedimentos de segurança na manipulação de organismos geneticamente modificados, com a finalidade de proteger o ecossistema e preservar a saúde e a vida humana. Em outras palavras, todos os cuidados de proteção e segurança que utilizamos no atendimento, a fim de proteger a equipe, os pacientes e o meio ambiente.


Quais são as medidas de biossegurança?

É importante ressaltar que todas as normas de biossegurança devem ser seguidas à risca para o bem-estar e saúde de todas as pessoas envolvidas. As principais medidas são: A limpeza, desinfecção ou esterilização de ambientes e instrumentais devem ser rigorosos, bem como a utilização de equipamentos de proteção individual por toda a equipe. Utilização de álcool 70% em todos os ambientes da clínica, incluído maçanetas, balcões e bancadas das áreas comuns, as torneiras, puxadores e descargas dos banheiros.


Entenda a importância dessas medidas nos consultórios dentários em tempos de coronavírus

Com a pandemia, as normas foram atualizadas com o objetivo de impedir a disseminação do coronavírus, que é transmitido por aerossóis e gotículas de saliva, pontos críticos durante o atendimento odontológico. Com todas essas informações, estudos demonstram que o cirurgião-dentista é o profissional com maiores chances de contrair o vírus durante sua atuação.

Por isso, a fim de proteger o dentista e o paciente, várias mudanças foram implementadas, tais como: Diminuição do número de consultas para de evitar aglomerações e possibilitar a correta assepsia, procedimentos pré-atendimento de descontaminação nos pacientes e um incremento nos equipamentos de proteção individual da equipe. Seguindo todas essas instruções o atendimento odontológico se torna seguro para os envolvidos.